Tal qual areia que se esvai com o vento, eles se foram todos. Um a um, deixando esse vazio silencioso que o tempo não parece ser capaz de preencher. Pessoas que meu coração podia reconhecer a quilômetros. Personagens das minhas histórias cômicas e trágicas. Companheiros que eu acreditava serem pra toda vida. Fragmentos de mim que se perderam quando eu mais precisava me sentir inteira. Amigos queridos que estranhamente desistiram da caminhada quando a tempestade chegou. Se o coração é capaz de perdoar, por que será que não consegue esquecer? Talvez porque essa seja a maneira que encontrou para perpetuar o que já, infelizmente, acabou.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
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