Eu, que já caminhei por tantas estradas até descobrir-me sem rumo. Que já tropecei em pedras de todos os tamanhos, caí e precisei me reerguer. Que já ralei as forças e esperanças na aspereza do asfalto. Que já experimentei o ardor do sol e o peso das tempestades nos ombros. Eu, que por onde passei sempre fiz questão de prestar atenção nas flores. Eu, que escolhi atalhos errados, perdi o norte e precisei então refazer todo o percurso. Eu, que por vezes não soube traçar sozinha o meu caminho, mas fui obrigada a aprender. Eu, que já vi tantas pessoas queridas viajarem para lugares distantes de mim para nunca mais voltar. Eu, que por tanto tempo quis entender as idas e vindas. Eu, que até hoje não compreendi. Eu... Continuo aqui. Porque mesmo não tendo as respostas que procuro, não me canso de viver todas as perguntas.
segunda-feira, 20 de março de 2006
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