A sensação é de ter ficado, em algum momento que desconheço, com um pequeno vão na alma. Uma fresta que precisava ter sido preenchida e não foi. Falta algo que não consigo identificar. E dói. Não é sempre. Não encobre totalmente o sol que vejo brilhar. Mas incomoda e assusta porque não deixa pistas, não sinaliza nada que eu possa fazer para preencher esse vazio. Fica um oco no peito, às vezes bem perto da garganta; quando não, em nenhum lugar que se reconheça. Mas eu sei que está ali. Porque vira e mexe volta a me perturbar. Porque quando acordo em dias como hoje pareço estar sendo invadida por uma tempestade que vem não sei de onde. Porque não tem como fazer parar. Porque aumenta, aumenta, aumenta e nunca se vai. Pelo menos até hoje, nunca se foi. E ninguém pode saber o que é. Já que eu mesma nem sei dizer...
domingo, 11 de setembro de 2005
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